Voltar

Como ensino meu filho a ter inteligência emocional?

01 novembro 2019 | Valores Positivo

A educação emocional é fundamental para o desenvolvimento do ser humano e deve ser praticada sempre. E a família pode ser um dos melhores exemplos disso.

Faça uma reflexão sobre sua trajetória de vida até o momento presente, passando por momentos importantes, como o primeiro dia de aula, os trabalhos em grupo, a preparação para o vestibular, as entrevistas de emprego, os desafios da profissão. Em todos esses momentos, você utilizou seu conhecimento e raciocínio para conseguir ter bons resultados, certo?

Essas características fazem parte da inteligência intelectual ou quociente intelectual, o já conhecido QI. Porém, nessas situações, você também teve que controlar emoções como raiva e tristeza, desenvolveu flexibilidade para lidar com as frustrações e agiu com empatia para tomar decisões. Essas são capacidades referentes a outro tipo de inteligência: a emocional. Assim como o quociente intelectual, o quociente emocional também deve ser estimulado, exercitado. E quanto antes isso for feito, melhor.

Entender sobre inteligência emocional é compreender que todos têm emoções e é preciso saber administrá-las.

Isso é totalmente diferente de reprimir os sentimentos e deixar que eles nunca apareçam. Comportamentos como esse podem piorar a situação a longo prazo e até mesmo fazer mal à saúde, gerando estresse, ansiedade, problemas cardíacos e de estômago, por exemplo.

Educação emocional: uma referência para a vida

Crianças e adolescente são craques em modelar comportamentos, ou seja, observar outra pessoa fazer algo e repetir aquela ação, buscando atingir o mesmo resultado. É normal que eles façam isso com pessoas pelas quais sentem uma profunda admiração, um modelo de vida que querem adotar. Essa escolha é inconsciente e feita com base nas características que ela consegue observar a partir do seu ponto de vista, enxergando como criança.

Se ela tiver mais informações sobre o universo das emoções e, principalmente, que é possível administrá-las, ela também passará a buscar modelos que possam lhe ajudar a fazer isso. Por isso, há o convite para que o exercício da inteligência emocional aconteça em família, com todos aprendendo e se desenvolvendo juntos!

O que pode ser ensinado?

Juntos, pais, mães e filhos podem fortalecer práticas que desenvolvem a inteligência emocional. Um dos principais teóricos sobre o tema, Daniel Goleman, explica que ela é, na verdade, a junção de cinco habilidades.

Autoconsciência: entender o que se passa dentro de si mesmo, quais emoções estão surgindo. Aqui, o importante é deixar que a emoção venha, sem reprimi-la, e perceber qual é a emoção que está ali. Normalmente, é uma das seis emoções básicas que nos acompanha logo depois do nascimento: alegria, tristeza, raiva, nojo, medo e surpresa.

Saber lidar com as emoções: entender o que fazer para que uma emoção não tome conta do comportamento, como retomar o equilíbrio emocional. Uma boa dica para isso é entender a intenção positiva da emoção. Por que ela apareceu? O que ela deseja satisfazer? Do que ela quer te proteger?

Automotivação: saber o que se quer e o que deve ser feito para chegar até o seu objetivo. Para isso, muitas vezes, é necessário tirar o foco da emoção predominante no momento, ou então encontrar alguma outra que ajude a neutralizá-la. Também é possível usar recursos como a paciência, o amor próprio e o respeito para conseguir driblar esses sentimentos.

Empatia: entender o que a outra pessoa está se sentindo. Respeitar a história de vida, o momento dela e o que ela está vivendo. Empatia é um exercício para ser aplicado não apenas com as pessoas de fora, mas principalmente com quem mora na sua casa. Acostume-se a pensar nos motivos pelos quais seu filho(a) pensa e age de determinada maneira. Quais emoções está sentindo, qual sua intenção positiva. Ele(a) aprenderá a fazer o mesmo a partir do seu exemplo.

Capacidade de relacionamento: é combinar todas as habilidades anteriores e usá-las a seu favor na hora de se comunicar, expressar ideias, resolver dilemas e tomar decisões. Isso pode começar em casa, durante uma negociação entre irmãos para decidir, por exemplo, por quanto tempo cada um deles ficará no videogame.

Ter inteligência emocional é conseguir equilibrar essas cinco habilidades. É mesmo como fazer malabarismo: no começo o esforço e a concentração são maiores, mas com o tempo algumas partes do processo começam a se tornar automáticas. Quando vocês menos esperarem, já estarão praticando a inteligência emocional com facilidade.

E aí, preparados para um desafio em família? Dedique-se. Os resultados valerão para a vida inteira!

Se quiser ver outras dicas de gestão escolar nesta pandemia, continue aqui em nosso Blog. Você também pode ficar por dentro de todas as novidades do Positivo em nossas páginas no Facebook e no Instagram.

Para levar o Sistema Positivo de Ensino para a sua escola, clique aqui e fale com um dos nossos consultores.